A SOCIEDADE DIVIDE-SE CADA VEZ MAIS EM DOIS CAMPOS OPOSTOS, EM DUAS GRANDES CLASSES EM CONFRONTO DIRETO: A BURGUESIA E O PROLETARIADO.

Nas remontas épocas da História, verificamos, quase por toda parte, uma completa estruturação das posições sociais. Na Roma antiga encontramos patrícios, cavaleiros, plebeus, escravos; na Idade Média, senhores, vassalos, mestres de corporações, aprendizes, companheiros, servos; e, em cada uma destas classes, outras gradações particulares

O TRABALHO E ALIENAÇÃO: Um quê do pensamento Marxista

A alienação do trabalhador relativamente ao produto da sua atividade surge, ao mesmo tempo, vista do lado da atividade do trabalhador, como alienação da atividade produtiva. Esta deixa de ser uma manifestação essencial do homem, para ser um “trabalho forçado”, não voluntário, mas determinado pela necessidade externa.

''A LIBERDADE NO CAPITALISMO É A DO CÃO PRESO DE DIA E SOLTO A NOITE''

"O capitalismo não pode gerar liberdade para todos, igualdade nem para poucos e fraternidade de jeito nenhum"

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sábado, 21 de setembro de 2013

MULTIPOLAR E MULTICIVILIZACIONAL: EIS O MUNDO PÓS GUERRA FRIA

O CHOQUE DE CIVILIZAÇÕES
UM MUNDO MULTIPOLAR E MULTICIVILIZACIONAL

No mundo pós Guerra Fria, pela primeira vez na história, a política mundial se tornou multipolar e multicivilizacional. 
Terminada a bipolaridade entre Estados Unidos e União Soviética, a história contemporânea seria movida por conflitos entre civilizações, dos quais aquele liberalismo- como expressão da civilização ocidental- e islamismo seria o mais agudo.
A nova doutrina imperial norte-americana adota as teses de Huntington para interpretar o significado dos atentados de 11 de setembro de 2001, retomando expressões como uma “nova cruzada”  e “eixo do bem e do mal”, sob um claro pano de fundo de criminalização do islamismo e de caracterização das sociedades árabes contemporâneas.

Samuel Huntington, famoso expert das relações internacionais, se posiciona no contrapé do idealismo. Ele alerta para o risco de um choque entre oito civilizações que não partilham os mesmo valores, e notadamente entre as civilizações ocidental, islâmica e confuciana (as cinco outras, de acordo com ele, seriam: a latino-americana, a africana, a hindu, a eslavo-ortodoxa e a nipônica).
Otimistas, universalistas e mundialistas ficaram escandalizados. Huntington considera-os ingênuos. Seus opositores o acusam de induzir ao confronto, de formular uma "profecia autorrealizadora", quando, ao contrário, o que ele pretende é advertir. Os realistas não acreditam em uma aliança Islã-China antiocidental.
Desde então, tudo acontece como se – embora declarando rejeitar a "teoria" do choque de civilizações – um grande número de ocidentais, na esteira da administração Bush e dos neoconservadores, partilhasse do pensamento de Huntington e dele tirasse conclusões bem particulares.
Os praticantes do Islaminismo fundamentalistas têm uma posição igualmente radical e, como fizeram os cristãos por muito tempo, dividem o mundo entre fiéis e infiéis.
Outros ocidentais, bem como os muçulmanos moderados, negam tal perspectiva (essa "teoria") em nome do universalismo, mas, sobretudo, porque ele os preocupa.
Outros, por fim, estimam que o choque Islã-Ocidente, ao contrário, é um risco sério devido às minorias fanáticas e a uma profunda ignorância mútua que predispõe à desconfiança. Estes não combatem a "teoria", mas tentam afastar o risco e neutralizar os conflitos, propondo, para começar, a paz no Oriente Médio e preconizando o diálogo.




EMIR SADER- A VINGANÇA DA HISTÓRIA
SAMUEL  HUNTINGTON -CHOQUE DE CIVILIZAÇÕES





sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O QUE É A DIALÉTICA?


O método dialético ensina-nos que temos de considerar a vida precisamente tal como ela é na realidade. Vimos que a vida encontra-se em constante movimento, portanto devemos examinar a vida em seu movimento e perguntar: para onde marcha a vida?
A tese dialética: tudo o que realmente existe, isto é, tudo que cresce dia-a-dia, é racional: e tudo que dia-a-dia se decompõe, é irracional, e portanto,não evitará a derrota.



EM DEFESA DO SOCIALISMO CIENTÍFICO- STÁLIN

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

"O IMPÉRIO DA RAZÃO IDEALIZADO PELA BURGUESIA'' EIS A ÉPOCA DAS LUZES, O ILUMINISMO.


Os grandes homens, que na França iluminaram os cérebros para a revolução que se havia de desencadear, adotaram uma atitude resolutamente revolucionária.
Não reconheciam autoridade exterior de nenhuma espécie.
E que a justiça eterna tomou corpo na justiça burguesa; que a igualdade se reduziu à igualdade burguesa em face da lei, que, como um dos, direitos mais essenciais do homem, foi proclamada a propriedade burguesa; e que o Estado da razão, o “contrato social” de Rousseau, pisou e somente podia pisar o terreno da realidade, convertido na república democrática burguesa.

Os filósofos franceses do século XVIII, abriram caminho à revolução francesa, apelavam para a razão como juiz único de tudo o que existe. Pretendia-se instaurar o Estado racional, uma sociedade justada à razão.

Clique na imagem para ampliar
A fraternidade lema da revolução tomou corpo de deslealdades e na inveja da luta de concorrência;
A "libertação da propriedade" dos entraves feudais agora se convertia em realidade, vinha a ser para o pequeno burguês;
A promessa de paz eterna convertera-se  numa interminável guerra de conquistas.. e o antagonismo entre os ricos e pobres, longe de dissolver-se no bem-estar geral.


Observem esta imagem. É uma charge do século XVIII que retrata o Terceiro Estado carregando nas costas o Primeiro e o Segundo Estados. Percebam a diferença nas roupas dos personagens. O que está carregando, o Terceiro Estado, está velho, cansado, e suas roupas são mais pobres, são roupas do Povo (camponeses, trabalhadores urbanos e burguesia). O que usa chapéu de plumas e roupas coloridas representa o Segundo Estado, os nobres. O outro representa o Primeiro Estado, o clero, ou seja, aqueles que pertencem à Igreja (reparem numa cruz pendurada em seu pescoço).


A burguesia apoiou então a divulgação de idéias, que foram consagradas como Iluminismo. O iluminismo foi um movimento global, ou seja, filosófico, político, social, econômico e cultural, que defendia o uso da razão como o melhor caminho para se alcançar a liberdade, a autonomia e a emancipação.


                                     DO SOCIALISMO UTÓPICO AO SOCIALISMO CIENTÍFICO- ENGELS


O SOCIALISMO E SUAS CORRENTES: ''O EIXO DA VIDA SOCIAL MODERNA É A LUTA DE CLASSES''


VAMOS ACABAR COM AS DÚVIDAS?
O eixo da vida social moderna é a luta de classes. No curso dessa luta, porém, cada classe é guiada pela sua ideologia. A burguesia possui sua própria ideologia: o chamado liberalismo. O proletariado também possui sua própria ideologia: é, como se sabe, o socialismo.
Não se pode considerar o liberalismo como uno e indivisível: nele também existem diferentes tendências correspondentes às diferenças das camadas burguesas.
O socialismo tão pouco e uno e indivisível: nele também existem diferentes tendências.

SUBDIVIDE-SE o socialismo em três correntes principais: o Reformismo, Anarquismo e Marxismo.

O REFORMISMO
Bernstein e outros- o que considera o socialismo somente como um objetivo remoto e nada mais; reformismo que, de fato, nega a revolução socialista e procura instaurar o socialismo por via pacífica; o reformismo, que não preconiza a luta de classes, mas sim a colaboração entre as classes.
Foi um político e teórico político alemão. Foi o primeiro grande revisionista da teoria marxista e um dos principais teóricos da social-democracia.
O ANARQUISMO
A pedra angular do Anarquismo é o indivíduo, cuja libertação constitui, ao seu ver, a condição principal da libertação da massa. Sua palavra de ordem é  “Tudo para o indivíduo". 

 Foi um teórico político russo, um dos principais expoentes do anarquismo em meados do século XIX.

O MARXISMO
Em oposição, a pedra angular do marxismo é a massa, cuja libertação, a seu ver, é a condição principal do indivíduo. Segundo o marxismo a libertação do indivíduo só é possível caso a massa se liberte; consequentemente sua palavra de ordem é: “Tudo para a massa”.
Marxismo. As bases fundamentais da teoria criada por Karl Marx e Friedrich Engels



EM DEFESA DO SOCIALISMO CIENTÍFICO- JOSEF STÁLIN


terça-feira, 17 de setembro de 2013

PODE HAVER UM SOCIALISMO NÃO BASEADO NA LUTA DE CLASSES?

GARANTO A VOCÊ LEITOR QUE QUANDO SE DEPAROU COM A PERGUNTA DO TÍTULO DESTA POSTAGEM, VOCÊ DEVE TER PENSADO: ''HORAS MAS QUE ABSURDO, HAVER SOCIALISMO QUE NÃO DEFENDA A LUTA DE CLASSES''...MAS CONTINUE LENDO E ENTENDA O PORQUÊ DISSO TER SIDO UM FATO APESAR QUE NA PRÁTICA NÃO TENHA SIDO CONCRETIZADO.

Na própria França, o socialismo não baseado na luta de classes teve a sua continuação com o trabalhador artesanal sapateiro Pierre- Joseph PROUDHON, que A organização do crédito afirmava: “O que precisamos, o que reivindico em nome dos trabalhadores, é a reciprocidade, a igualdade na troca, a organização do crédito”. O crédito gratuito era a solução do problema social: com ele, os trabalhadores “comprariam” a sua liberdade do capitalista. “A propriedade é um roubo”, tinha afirmado na gratuidade do crédito. Mas fracassaram suas tentativas de organizar um Banco dos Trabalhadores (pela lógica concorrência dos bancos capitalistas).
APESAR DE CRITICÁ-LO, MARX VIU EM PROUDHON, UM SAPATEIRO, A DEMONSTRAÇÃO DA CAPACIDADE DE PENSAMENTO INDEPENDENTE DE CLASSE OPERÁRIA.
A partir do texto marxista "Miséria da Filosofia", a relação de Marx com Proudhon se tornaria conturbada. Enquanto Proudhon se mantinha em silêncio, Marx não cansava de afrontá-lo por todos os viés possíveis. Para Marx, o seu ex amigo teria uma mentalidade burguesa, pois concebia um mundo abstrato, sem se preocupar em apreender a totalidade do real.


Francês fundador do Anarquismo, participou da Revolução de 1848

Outro francês, LOUIS BLANC, por sua vez proprunha que o Estado remediasse o problema social.. em “A organização do trabalho”, criticava a economia individual, sustentando que a economia coletiva acabaria por se impor. O estado popular deve regular a produção. Para isso, criaria oficinas nacionais mistas (privadas e estatais), a fim de que todos pudessem ter trabalho.
“A concorrência levará a transformação social pacífica” afirmava, rejeitando todo ato de violência revolucionária.

Socialista utópico, político e historiador francês
                                                                      



NO SISTEMA EM QUE ESTAMOS INSERIDOS HOJE, É FUNDAMENTAL QUE HAJA A LUTA DE CLASSES







                                                                         MANIFESTO COMUNISTA




segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O Capital em Quadrinhos

domingo, 15 de setembro de 2013

SAIBA AS DIFERENÇAS ENTRE SOCIALISMO REACIONÁRIO, SOCIALISMO BURGUÊS, SOCIALISMO UTÓPICO E COMUNISMO


SOCIALISMO REACIONÁRIO
Teve origem no socialismo feudal, a burguesia voltou-se contra a aristocracia francesa, resultando na revolução.
Na verdade o que houve foi à substituição do poder da monarquia para as mãos da burguesia. Em outras palavras, o poder continuou nas mãos de poucos, nas mãos de quem detinha posses e poder.
Pela sua posição histórica, as aristocracias francesa e inglesa estavam vocacionadas para escrever panfletos contra a sociedade burguesa moderna. Na revolução francesa de Julho de 1830, no movimento de reforma inglês, elas sucumbiram uma vez mais ao odiado arrivista. Não podia mais tratar-se de uma luta política séria. Restava-lhes apenas a luta literária. Mas também no domínio da literatura o velho palavreado do tempo da restauração tinha-se tornado impossível. Para despertar simpatia, a aristocracia teve de aparentar perder de vista os seus interesses e de formular a sua acusação contra a burguesia apenas no interesse da classe operária explorada. Preparou assim a satisfação de poder cantar cantigas de escárnio sobre o seu novo dominador e sussurrar-lhe ao ouvido profecias mais ou menos prenhes de desgraças.




SOCIALISMO BURGUÊS

“Querem manter o capitalismo, mas sem riscos e perigos, querem perpetuar a sociedade atual sem os riscos de revoluções”. Querem a burguesia sem o proletariado.
Uma parte da burguesia deseja remediar os males sociais para assegurar a existência da sociedade burguesa.
A ela pertencem: economistas, filantropos, humanitários, melhoradores da situação das classes trabalhadoras, organizadores da caridade, protetores dos animais, fundadores de ligas anti-alcoólicas, reformadores ocasionais dos mais variados.
E também este socialismo burguês foi elaborado em sistemas completos.
A aristocracia feudal não é a única classe derrubada pela burguesia cujas condições de vida se atrofiaram e extinguiram na moderna sociedade burguesa. A Pfahlbürgertum medieval e o pequeno campesinato [kleine Bauernstand] foram os precursores da burguesia moderna. Nos países menos desenvolvidos industrial e comercialmente esta classe continua ainda a vegetar ao lado da burguesia em ascensão.



SOCIALISMO E COMUNISMO UTÓPICO
A significação do socialismo e comunismo crítico-utópicos está na proporção inversa do seu desenvolvimento histórico. Na medida em que se desenvolve e configura a luta de classes, perde esta elevação fantástica acima dela, esta luta fantástica contra ela, todo o valor prático, toda a justificação teórica. Se, por isso, os autores destes sistemas foram, em muitos aspectos, revolucionários, os seus discípulos formaram sempre seitas reacionárias. Perante o desenvolvimento histórico continuado do proletariado ativeram-se às velhas intuições dos mestres. Por isso procuram consequentemente embotar de novo a luta de classes e mediar as oposições. Continuam ainda a sonhar com a realização, a título experimental, das suas utopias sociais, com a instituição de falanstérios isolados, com a fundação de colônias no país, com o estabelecimento de uma pequena Icária.

MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA
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